Capacidade de travessia é reduzida em 25% após acidente

Capacidade de travessia é reduzida em 25% após acidente

A travessia de balsas Santos-Guarujá irá operar, por tempo indeterminado, sem duas embarcações: esse é o resultado do acidente envolvendo o navio ‘Santos Express’ que colidiu durante uma manobra, na noite do último domingo, com três balsas no píer de Guarujá. A DERSA estima que a capacidade da travessia foi reduzida em 25% após a ocorrência.

O acidente aconteceu por volta das 20h30 do último domingo, quando o navio, que entrava pelo canal do Porto, aparentemente perdeu o controle em uma curva e raspou em três embarcações que fazem a travessia. Duas delas, a FB-18 e a FB-19, estavam atracadas no píer do estaleiro, fora de operação em razão do baixo movimento.

A terceira embarcação atingida foi a FB-28, que estava em uma das gavetas de atracação já sem veículos a bordo, pois havia acabado de descarregá-los e aguardava para fazer o transporte de uma nova leva.

Ao constatar a proximidade do navio – o segundo maior que acessa o Porto de Santos – os marinheiros conseguiram sair das cabines de comando. Embora sem vítimas, o acidente deixou danos severos nas embarcações: uma torre de controle ficou contorcida e a forte batida de uma das balsas no píer quebrou parte do concreto.

“Das três embarcações atingidas uma teve avarias sérias, o que demandará uma parada para reforma junto ao armador responsável. A que teve danos menores passará por reparação, mas não requer paralisação no momento”, conta o diretor de operações da DERSA, Ricardo Cumino.

Não há prazo para o retorno da operação das duas embarcações que mais foram atingidas. Uma terceira, atingida parcialmente, está sendo usada para fazer o transporte nos horários de pico. “Dependemos de ações junto ao armador responsável e as contratadas. Existe uma preocupação em relação ao atendimento da demanda e pedimos a compreensão dos usuários durante esse período”, conta o diretor.

Em nota, a Companhia destaca que “conta com a compreensão de todos e orienta para que os usuários acompanhem as informações em tempo real da Travessia Santos/Guarujá e, dessa forma, programem a viagem antecipadamente pelos canais: site www.dersa.sp.gov.br, Twitter @travessiasdersa e telefone 0800 7733 711”.

Ressarcimento

A DERSA destacou que buscará ressarcimento da empresa responsável pelo navio. “Nosso jurídico já está se movimentando para fazer essa solicitação. As embarcações estavam paradas, é evidente que o navio se encontrava em uma trajetória fora da habitual e invadiu completamente nossa área de manobra”, destaca Cumino.

A Marinha do Brasil (MB), por intermédio da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), informa que um inquérito foi instaurado para apurar causas e responsabilidades pelo acidente.

O prefeito de Guarujá, Válter Suman, convocou uma reunião com autoridades nesta manhã para debater o assunto. A ideia é discutir sobre segurança portuária, os impactos do acidente no trânsito de Guarujá e buscar soluções.

‘Acidente foi menor por conta da ação do prático’

Na visão de Fábio Fontes, diretor de assuntos institucionais da Praticagem, o acidente poderia ter sido maior se não fosse pela ação do prático responsável. “Ainda é prematuro falar sobre o que aconteceu, mas certamente a ação do prático responsável, que tem mais de 30 anos de experiência, reduziu muito o impacto da colisão”, conta.

Ele destaca que o navio é o segundo maior da história do Porto e que a saída para evitar acidentes do gênero é aumentar a profundidade e a largura do Canal.

“Acredito que o navio desgovernou quando foi fazer a curva para entrar no Estuário, pois não se sentiu a vontade com a profundidade. Ele estava praticamente no limite, mas a linha é tênue e mesmo que no meio do Canal a profundidade seja maior, do lado já pode existir um banco de areia. O pratico deve ter jogado o navio para a esquerda e quando fez isso a popa raspou nas embarcações”, destaca.

Fontes destaca ainda que mais de 12 mil manobras são feitas no Porto de Santos e notícias de acidentes como o de domingo são incomuns. “Nossa margem de segurança é muito grande e todas as exigências foram cumpridas. Apenas o inquérito da Capitania dos Portos poderá apontas as causas da ocorrência”, finaliza.

Fonte: Diário do Litoral

 

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